segunda-feira, 17 de setembro de 2018

HOMO S(exual)apiens

         “Com amor, Simon”, de Becky Albertalli, é para aqueles que, assim como eu, gostam do gênero romance.
         Talvez você nunca tenha parado para pensar, mas a maioria das histórias de amor é sobre casais heterossexuais, porém “todo mundo merece uma grande história de amor”.
            Por ser diferente das histórias que eu estava acostumada a ler, gostei muito e aconselho, além do livro, também o filme.
            A história é daquelas que já na primeira página você sente uma conexão com os personagens. Em seus momentos de tristeza, felicidade, desespero, alegria, você ressente o mesmo.
            Simon é uma pessoa como eu, como você, porém ele tem um grande segredo e ninguém para falar sobre isso, ele é gay.
           Como contar isso para as pessoas? Como tocar no assunto? Porque os heterossexuais também não têm que “sair do armário”? Essas perguntas o atormentam até que, em uma página de fofocas anônimas de sua escola, Simon encontra uma postagem de um tal de Blue, que diz ser como ele.
            Eles começam a conversar por e-mail, porém com nomes falsos. Mesmo sem saber quem são, eles se apaixonam.
         Um dia, Simon utiliza um dos computadores da escola para responder um e-mail de Blue e esquece de deslogar sua conta, assim Martin, um de seus colegas, acaba lendo a troca de mensagens e utilizando-as para chantagear Simon.
         Com medo de que Blue se sinta exposto e pare de falar com ele, Simon aceita ajudar Martin a ficar com Abby, uma de suas amigas.
        A vida segue seu rumo, até que um dia, Martin acha que Simon não está ajudando-o e sim rindo da cara dele. Com raiva de Simon, ele decide postar os e-mails  na página de fofocas.  

Não faço ideia se é possível se apaixonar por e-mail.”
(pag.: 228)

P.S.: Na biblioteca da escola, você encontrará este livro sob o nome de “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” (primeira edição em português).

Amélie
9º ano


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Um Livro Peculiar e Inovador


Livro: Para gostar de ler, Crônicas 1.
       Os autores das crônicas que estão no livro são: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, e Rubem Braga. Este é um livro com vinte crônicas, dentre elas: Hora de Dormir; No restaurante; O padeiro; e Macacos Me  Mordam. A cada quatro crônicas o livro muda o tema. O primeiro tema é "Criança" e o último tema "A linguagem e o homem" . A cada tema ele vai "evoluindo" (ficando mais complicado), e sai do humor ao conhecimento, eu gostei bastante dessa mecânica pois nunca tinha visto isso antes e achei algo inovador. Por isso recomendo bastante a leitura desse livro. As duas crônicas de que mais gostei foram: "Hora de Dormir" e "No Restaurante", pois foram as mais legais e engraçados (na minha opinião).
      "O hora de dormir" conta sobre uma discussão entre pai e filho, o pai quer que a criança durma, porém ela quer assistir televisão e depois de uma longa e engraçada discussão {ALERTA DE SPOILER}, o pai fala sobre o quanto ele tem que se esforçar para cuidar do filho, o garoto se sensibiliza pelo pai e pede desculpas, o pai acha que está tudo acabado e que seu filho irá dormir, quando estava saindo do quarto o filho perguntou se podia continuar assistindo televisão.
      "No restaurante" conta sobre uma garotinha e seu pai, ele quer comer camarões, já a sua filha quer lasanha, depois de uma longa discussão {ALERTA SPOILER} a menina consegue convencer seu pai a lhe dar a tão sonhada lasanha, a menina fica super feliz já o pai...

Bernardo
6º ano


Os Gregos me Surpreendem... Mas também me Decepcionam!

ALERTA ANTI-SPOILER!  (SE VOCÊ QUISER MAIS DETALHES SOBRE O LIVRO; LEIA-O!)

O livro “Grandes gregos”, coleção Saber Horrível, escrito por Terry Deary e ilustrado por Martin Brown (editora Melhoramentos), tem a premissa de te apresentar a cultura grega, história, religião, crenças, invenções e etc. de um jeito mais cômico e informal.
           O livro me chamou atenção por dois motivos: desde pequeno ouvia histórias sobre a mitologia grega, assim até hoje tenho interesse nesse povo antigo; também sabendo a pegada mais comédia e descontraída da coleção Saber Horrível, queria ver como os temas seriam abordados nesse estilo narrativo.
       Confesso que em algumas partes do início eu fiquei um pouco desanimado com o livro, mas comecei o show de estranhamentos (no bom sentido) e gargalhadas, já que por mais que eu soubesse alguns fatos, a sátira neles é bem boa; sendo as melhores: a linha do tempo, que apresenta de uma forma bem resumida de fatos importantes da Grécia de uma forma fácil de entender; o diário da mulher de Agamenon, pois sua comédia especifica muitos detalhes; além da narrativa em primeira pessoa ser bem legal; Alexandre o Grande, uma (ótima) sequência de quadrinhos, um apresentador de televisão narrando ao próprio Alexandre sua história.
        Como visto acima, o que mais me agrada é o humor, mas o que realmente desperta essa sensação são os elementos complementares do livro (o que não é escrita de informação direta/formal), sendo eles: suas imagens e leitura em quadrinhos, que sempre fazem e/ou intensificam as piadas, além de mostrar a informação de uma forma bem simplificada e fácil entendimento; seu hábito de perguntas de múltipla escolha ao leitor (QUE SÃO MUITO ALEATÓRIAS), apresentando a resposta virada de cabeça para baixo, que, graças  à boa imersão e fluidez do livro, instiga a virar o livro e ler a resposta. O livro tem seu estilo voltado para o infanto-juvenil de um jeito bem assumido (tanto que na introdução dizem que você aprenderá de um jeito que seu professor não ensinou), tendo as partes “desafie seu professor”, que dão perguntas muito específicas (inúteis) para seu professor errar (uma “felicidade” que apenas um aluno sabe como é bom).
           Um fato confuso dessa coleção é como a leitura dessa série sempre me agrada bem, mas se  apresentam alguns textos comentários (sem spoiler e fatos aprofundados), você pode achar a coleção BEM repetitiva (apenas mudando os temas trabalhados); se você ler, repara que os artifícios de comédia da coleção se repetem, mas não enjoam fácil (até gora li 3 livros Saber Horrível).
            Um ponto negativo é que, se você sabe consideravelmente sobre os Gregos, algumas piadas ficam muito previsíveis, isso acontece pois algumas sátiras não são tão bem trabalhadas como outras.
Assim a nota do livro é 4/5!


            By Marino
6º ano

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Resumo de um livro que se assemelha muito à nossa realidade




Lido por indicação de minha mãe nas aulas de leitura, o livro “1984”, de Eric Arthur Blair (vulgo George Orwell), não me agradou no começo, encantou-me no decorrer da história e desgostou-me ao fim. Por ser um clássico literário da ficção científica, o livro deixou a desejar; ao mesmo tempo, deixou muitas reflexões e comparações com a situação política e demais acontecimentos do nosso país.
O livro, publicado em 1949, conta sobre um futuro no qual o Estado sabe de tudo: todos são vigiados 24h por dia, 365 dias por ano, por um aparelho (lembrou-me as televisões, celulares e etc...) chamado teletela; a língua é empobrecida para que não ocorram pensamentos-crime (censura da linguagem para que revoltas e revoluções sejam coibidas quando estiverem sendo pensadas e faladas); as pessoas são “vaporizadas” (desaparecem após o Estado as torturar, fazerem confessar mesmo que não tenham culpa; desaparecem não só fisicamente, mas elas somem de todo o tipo de registro – fotos, textos, gravações – que as envolva) e há também uma construção e modificação constante da verdade.
O personagem principal, Winston Smith, trabalha para o Estado e, em sua mente, para o “Grande Irmão” (praticamente a personificação das coisas boas, como obediência e demais valores que foram invertidos para servir àquela ocasião) no Ministério da Verdade. O que Winston faz? Ele recebe relatórios em novafala (lembra do empobrecimento da linguagem? É chamada de novafala) dizendo que tais pessoas foram vaporizadas, que a Oceânia (local onde a história se passa) mudou de oponente e aliado... E era encarregado de trocar as informações que o Partido não queria e substituir por outras que o Partido determinava. Como Winston disse, em um trecho do livro, ele estava “reconstruindo constantemente o passado e tecendo o futuro”.
Winston não era conformado com tanta doutrina: ele queria saber o que se passou antes dos documentos históricos serem modificados. Por isso, com todo o cuidado do mundo (pois já suspeitava que estivesse sendo seguido por uma mulher que ele julgava ser da Polícia de Ideias), procurou pelas periferias alguma coisa que pudesse lhe dizer o que era antes de ser o que é. Encontrou um antiquário, e ao sair do mesmo (tendo comprado apenas um coral proveniente do Mar Índico), deparou-se com a mulher que o seguia e precisou resistir ao ímpeto de arremessar um tijolo contra sua cabeça, tal sua indignação contra a suposta participação da mulher na Polícia de Ideias. Não o fez, e voltou para o trabalho.
Ao voltar para o trabalho e participar dos Dois Minutos de Ódio (dois minutos nos quais o esquerdismo e liberdade de expressão e seus representantes eram intensamente odiados), encontrou-se com a mulher que o seguia, que deixou um bilhete na mão de Winston. Seu conteúdo nada condizia com o que Winston havia suposto: dizia apenas: I love you. Winston tentou aproximar-se, sob diferentes contextos, daquela mulher. Dela, arrancou apenas alguns conselhos para um encontro longe das teletelas e do Grande Irmão.
Naquele encontro, no meio de uma floresta, conversaram sobre as possibilidades de revolução; amaram-se; conheceram-se; e combinaram repetir a dose. Após muitos encontros como esse, ambos filiaram-se a um suposto “esquerdismo”, que não passava de uma armadilha do próprio Governo para prender, torturar e matar aqueles que procurassem o demoníaco esquerdismo e a temida liberdade.
Com Winston e Júlia não foi diferente: a Polícia das Ideias os surpreendeu falando sobre revolução, separou-os (a partir daí o texto foca em Winston), tortura Winston, aplica ainda mais ideologias como “se-o-Partido-quer-que-dois-e-dois-sejam-cinco-então-dois-e-dois-serão-cinco”, faz com que Winston traia Júlia e, por fim, mata-o. O mesmo morre feliz, pois enfim acreditou que dois e dois são cinco; em suma, Winston morre amando o Grande Irmão.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O Sonho de Kelsey

O Resgate do Tigre

Eu decidi ler “O Resgate do Tigre” pois estava procurando algo na biblioteca e a capa me chamou muito a atenção. Eu achei bom o livro, ele é fácil de ler e ao mesmo tempo que diverte, ele nos faz querer terminar de ler para descobrir o que irá acontecer no final dele. Eu recomendo o livro, apesar de não ser a melhor leitura que eu já li em minha vida inteira, mas não é um dos piores também.
         O livro “O Resgate do Tigre”, de Colleen Houck, conta sobre um sonho, que na verdade é real, de uma garota de dezessete anos, chamada Kelsey, que mora em Oregon, um dos estados dos Estados Unidos. Os pais de Kelsey morreram quando ela era ainda nova, e ela vive com sua família adotiva que adora Kelsey e tem uma vida sem graça e calma, até que ela arranja um emprego em um circo e vai viajar com sua profissão para a Índia.
Na Índia, Kelsey conhece um tigre, que na verdade trezentos anos atrás era um príncipe rico e que tinha tudo do bom e do melhor e que foi amaldiçoado. Ela se apaixona perdidamente pelo tigre, que tem o nome de Dihren. Eles tentam encontrar uma solução para tirar a maldição do tigre, os dois até acham uma resposta, mas é impossível de resolver.

        Quando ela volta para Oregon, sua família querida dá a ela tudo que ela tem direito, sendo celular, carro, casa, matrícula em uma universidade e até um cartão de crédito sem limites. Tudo parecia maravilhoso, mas ela descobre que Dihran é resgatado por um homem mal, chamado Lokesh, e está sendo torturado, espancado, deixado com fome e sem nenhum pingo de água, e Kelsey e todos os seus companheiros estavam sendo procurados e perseguidos pelo homem malvado. Eles ao mesmo tempo que tentam fugir de Lokesh, tentam resgatar o tigre das mãos dele. Será que eles vão conseguir resgatá-lo ou será que eles serão capturados e torturados por Lokesh?

Thor,
7º ano



Aventura entre corujas


“Lenda dos Guardiões, A Captura”

            “A Captura” é o primeiro livro da coleção “Lenda dos Guardiões”, a autora do livro é a Kathryn Lasky, o narrador é do tipo observador e conta e história como se a estivesse vivenciando, é triste e assustador o local onde se passa a maior parte da história. Escolhi este livro em uma livraria pois nunca havia visto o livro, apenas o filme, e queria saber as semelhanças e diferenças.
           Nela o narrador conta sobre uma coruja chamada Soren, que tem uma irmã mais nova chamada Eglantine e seu irmão mais velho Kludd, ele vivia no ninho de seus pais, Noctus e Marela, até que uma noite Soren estava esperando na ponta do ninho, como sempre fazia quando seus pais saiam para caçar, e em um instante ele despencou do ninho. Ao tocar no chão uma coruja o resgatou, a qual Soren acreditava ser um de seus vizinhos o resgatando, até ela o levar para um lugar desconhecido chamado Academia S. Aegolius para Corujas Orfãos. Lá era um lugar como Soren nunca havia visto, todo de pedra, era escuro e assustador e acima de tudo não se podia fazer perguntas, seus nomes eram trocados por números e durante a noite eles eram levados ao pátio onde ficavam marchando, sob a luz da Lua, seus nomes e seus novos ”nomes” (que seria, no caso, seus números).
            Minha parte preferida é quando Soren faz amizade com uma coruja doente, chamada Gylfie, os dois logo descobrem sobre o poder do Piscar da Lua e tentam bolar um plano para fugir. Mais ao desenrolar da história eles conseguem um aliado dentro da Academia S. Aegolius para Corujas Orfãos e, assim que eles conseguem escapar com ajuda dele, eles encontram...
            Para parecer que eu não falo só de pontos positivos, mas a verdade é que o livro foi incrível para mim e eu adoro um livro de aventura, então não tenho críticas a fazer e gosto de livros de coleção porque a história não fica gigante, e sinceramente eu nunca iria pegar um livro gigante na prateleira para ler (tenho preguiça de ler histórias compridas demais, fica cansativo).
             Foi divertido ler pois descobri que o livro é muito melhor que o filme, pois é mais detalhado, mas se você não prestar atenção não irá entender nada.
           Leia o livro e sua coleção para poder descobrir esse final esplendido de ação e ficção cientifica que lhe espera.


Laura
7º ano

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Vermelho ou Prateado?


O livro de que eu venho vos falar é o livro da canadense Victoria Aveyard, “A Rainha Vermelha”.
É uma saga de quatro livros, e mais um de contos do mesmo “universo”, de ficção científica (dos quais eu já li todos). Eles acompanham a história do ponto de vista de nossa protagonista, Mare Barrow. Mare vive num mundo muito diferente do nosso, onde o sistema político é uma dura monarquia. Digo “dura” não somente por os sistemas de monarquias não costumarem ser justos, mas principalmente por ter uma divisão bem maior daqueles que são nobres e os que não são. E essa divisão é feita pelo sangue. Não sangue como A+ ou O-, mas o sangue vermelho e o sangue prateado. Sim, você leu direito, é prateado mesmo. Aqueles que nascem com o sangue prateado são super-humanos, possuindo algum tipo de poder, como a manipulação do fogo, da água, da luz, ou então uma força descomunal, ou telepatia, ou vários outros tipos de poderes que você descobre lendo. Esses, enfim, são os nobres, que prezam a força e o poder acima de qualquer coisa.
Por outro lado, temos os de sangue vermelho, os comuns. Não possuem poder nenhum e não têm qualquer autoridade ao lado dos prateados. Vivem em vilas caindo aos pedaços, e nascem já sabendo suas quase nulas opções de futuro. Ou você é um aprendiz de outro vermelho que tem um trabalho fixo, como costureiro, pescador, padeiro e entre outros, ou você é mandado para uma guerra infinita ao completar dezoito anos. Essa “guerra infinita” é basicamente uma guerra que ocorre há mais de cem anos entre os países Norta, que é onde vive a protagonista, e Lakeland, um país vizinho com o mesmo sistema político, assim como todos os outros deste mundo fictício. Os vermelhos são jogados na guerra basicamente para morrer entre as trincheiras, pois são raríssimos os que voltam delas. Enquanto os prateados apenas comandam as operações e bolam os planos de ataque e defesa.
Explicado este universo literário, vamos falar um pouco sobre a protagonista e a história, mas já aviso que caso tenha lhe dado já uma certa curiosidade ou vontade de ler este livro, pare de ler agora esta postagem e pule direto para o último parágrafo, pois a partir de agora eu vou soltar alguns “spoilers”, mas mesmo assim vou evitar ao máximo para não tirar o suspense do livro.
Mare é uma vermelha (de sangue vermelho) que, como todos os vermelhos, não tem um poder e nenhum benefício. Ela completou seus dezessete anos e já teve três irmãos mandados à guerra. Por ela não possuir nenhum talento em alguma área de trabalho especial, como sua irmã mais nova, Gisa, que é uma excelente aprendiz de costureira, já se conformou que seu destino é como soldada lutando até o fim em uma trincheira mortífera. Mare, porém, tenta colaborar ao máximo com sua família afundada na pobreza, mas a seus modos claro, para isso ela rouba. Desde pequena já está familiarizada com os furtos, coisa que sua família desaprova, mas ao mesmo tempo sabe que é necessário para a sobrevivência. A garota também não se orgulha muito do que faz, mas é a única coisa na qual ela é boa e a faz ajudar sua família (ou o que restou dela). Seu pai havia sido mandado à guerra muitos anos antes, e fora um dos poucos sobreviventes. Mesmo saindo vivo, lhe custou as pernas e uma parte de seu pulmão esquerdo. Sua mãe nunca foi à guerra, ela já tinha uma profissão, mas mesmo assim sabe a dor de ter três filhos mandados às trincheiras. Esses filhos são os irmãos de Mare: Bree, o mais velho; Tramy, o segundo mais velho; e Shade, o terceiro mais velho. Shade sempre foi seu preferido, o que mais a compreendia, e ela sentira muita falta dele. Mas não era só Shade seu bom companheiro, ela também tem Kilorn, seu melhor amigo e aprendiz de pescador. Diferentemente dela, Kilorn não seria mandado à guerra, o que era um alívio gigante para a garota, que mesmo ele sendo mais velho, ela o tratava quase como um “filho-irmão”.
Porém, tudo muda quando acontece algo onde Kilorn se vê obrigado a participar da guerra, e o alistamento chegaria muito em breve. Algo que os vermelhos já haviam entendido bem, é que não se pode escapar do alistamento. Mare então teve um plano de escape, mas é quando ela acaba conhecendo um vermelho misterioso antes, e ela mal imaginava como aquilo mudaria todo seu planejamento. De pobre vermelha ela acaba como a atração principal em um jogo de poder e mentiras, com uma grande revolução escondida debaixo dos panos, descobrindo ainda que nem tudo é como é mostrado.
Na minha opinião é um livro muito bom, onde a protagonista está em um constante crescimento e amadurecimento, se você comparar ela no início e no fim do livro, parece até outra pessoa. E não apenas ela, mas vários dos personagens  à sua volta
Eu particularmente amo livros que lhe tiram de seu mundo (não de sua zona de conforto, de seu mundo mesmo), o que já foi um grande ponto positivo para esse livro, mas além disso eu gostei muito do fato de o livro proporcionar diversos momentos de reflexão sobre o que é certo e o que é errado, sobre os preconceitos que temos só pelo outro ser diferente de nós, e até atinge pontos que nos fazem pensar se realmente se é buscada a igualdade ou só uma troca entre aqueles considerados mais fracos pelos considerados mais fortes. Enfim, ao ler eu diria para você prestar bastante atenção nas frases que o próprio livro destaca e segurar seu maxilar para ele não ficar dolorido igual o meu após me chocar tanto e repetidas vezes fazer um formato de ‘O’ com a boca.

PS: Se por acaso você realmente ler o livro me procure para conversarmos sobre o assunto que eu até te empresto o resto da saga :3

Safira
9ºAno




Além da Magia

Eu conheci este livro no dia do meu aniversário de 12 anos, eu ganhei ele da minha amiga Beatriz. Você também já ganhou, com certeza, um...